Hibernando

2 de julho de 2012

Muita coisa aconteceu desde que parei de postar no blog.

Formado em história, estou fazendo uma nova graduação relacionada à sistemas de informação.

Quem sabe aproveito a faculdade e volte a publicar aqui🙂. (Mas não por enquanto …)

Espaço existe, porque blog de linux e opensource existem aos montes mas de GNU/Linux e Software Livre não …

Fotos da viagem ao fim do mundo

13 de fevereiro de 2011

Pessoal, segue abaixo o link das fotos da viagem que realizei rumo ao extremo sul da América entre fins de dezembro de 2010 até princípios de fevereiro de 2011.

Foi algo inesquecível … quem tiver interessado em fazer uma viagem parecida e tiver dúvidas … é só perguntar.

https://picasaweb.google.com/felipehw/Viagem012011ArgentinaEUruguai#

Glacial Perito Moreno desde um barco.

Glacial Perito Moreno desde um barco.

Os números de 2010

13 de fevereiro de 2011

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog está em brasa!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 1,500 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 4 747s cheios.

 

Em 2010, escreveu 23 novos artigos, nada mau para o primeiro ano! Fez upload de 35 imagens, ocupando um total de 2mb. Isso equivale a cerca de 3 imagens por mês.

O seu dia mais activo do ano foi 23 de setembro com 268 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Análise do Trisquel GNU/Linux 4.0.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram distrowatch.com, br-linux.org, trisquel.info, orkut.com.br e facebook.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por libreoffice, instalar fontes proprietárias do windows no ubuntu, openoffice, broffice e trisquel

Atrações em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Análise do Trisquel GNU/Linux 4.0 setembro, 2010
4 comentários

2

Não prenda seus arquivos num .RAR agosto, 2010

3

Instalando suporte a 7z no Ubuntu 10.04 agosto, 2010
1 comentário

4

Escritório livre [parte 2]: Enfim liberdade: OpenOffice (BrOffice) e odf. agosto, 2010

5

Doutor Jivago: Filme incrível que se passa na revolução russa. julho, 2010
3 comentários

Disfarçando o Firefox de Internet Explorer

8 de fevereiro de 2011

Voltei faz alguns dias da viagem, e enquanto não arrumo minhas coisas … começo com uma dica simples e útil.

Sabe quando você quer acessar um site e é impossibilitado porque o infeliz que o criou, ignorando o enorme crescimento do Firefox e a existência de outros sistemas operacionais diferentes do Micro$oft Windows, coloca uma restrição aceitando que apenas o Internet Explorer possa acessar o site?

Disfarçando o Firefox

Pois bem … você pode burlar a restrição. Basicamente o site pergunta para o navegador quem ele é. O seu Firefox ao responder sua verdadeira identidade é barrado por esse tipo de site. Mas usando a extensão User Agent Switcher, você pode fazer o Firefox facilmente responder que é um “Internet Explorer-like” e burlar a restrição.

Para baixar a extensão vá em : https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/user-agent-switcher/?category=Configuration&id=59&vid=62 e clique em “Add to Firefox”.

Reinicie o navegador e pronto! Para disfarçar o Firefox de “Internet Explorer-like” clique no menu Ferramentas, Default User Agent e selecione a versão do Internet Explorer desejada.

Férias: Rumo ao Ushuaia

27 de dezembro de 2010

Rumo ao sul da América

O blog vai passar um mês sem atualizações … talvez alguma foto durante a viagem …

O destino é a Terra do Fogo … mas estão incluídas paradas em Montevideo, Buenos Aires, e etc …

Cordel: Do Livre e do Grátis

15 de dezembro de 2010

Cordel muito louco sobre a diferença entre software livre e software grátis:

Do Livre e do Grátis

No mundo tecnológico
A gente escuta falar
Sobre um monte de programas
Que se pode utilizar
Sem precisar muito esforço
Nem botar a mão no bolso
Isso costuma animar

São programas mais diversos
Que muitos chamam de “free”
Mas isso tem um problema
Que está na palavra em si
Pois esse “free” pode ser
Livre ou grátis, e você?
Você sabe diferir?

Pois é disso que se trata
Esse cordel na sua frente
Vou te mostrar com cuidado
Que é muito diferente
Livre e grátis, mesmo que
Em inglês chamem de “free”
Português é mais decente

Ao conseguir um programa
Sei que isso é bem confuso
Mesmo quando você compra
É o programa que é incluso
Pois saiba que o principal,
O que se compra afinal,
É a Licença de Uso

Isso é um documento
Que te diz em legalês
O que pode ou não fazer
Documento que alguém fez
São deveres e direitos
E assim não tem mais jeito
A não ser seguir as leis

Se o programa é colocado
Num site da internet
Pelo próprio fabricante
Pra que todo mundo pegue
“Estou livre”, você pensa
Mas ainda tem licença
Que você se compromete

Quando se diz de um programa
Que é gratuito, quer dizer
Que não precisa dinheiro
Para aquilo a gente ter
Mas aquilo não é nosso
Não quer dizer que eu posso
Fazer tudo o que quiser

Grátis é sobre dinheiro
O que é livre é pra voar
O grátis é pessoal
Livre é pra compartilhar
Os dois têm o seu limite
Mas o do livre existe
Pro direito propagar

Para você ver melhor
A diferença tão viva
Entre o livre e o grátis
Vou parar a narrativa
Pra do jeito que eu puder
Te explicar quando é
Que um programa é livre

Para ser considerado
Sendo livre de verdade
Um programa tem que ser
Pela solidariedade
Quem recebe um desse jeito
Tem que ter certos direitos
São as quatro liberdades

A primeira liberdade
Fala da utilização
De usar esse programa
Sem ter qualquer excessão
Em qualquer necessidade
Pra qualquer finalidade
Em qualquer situação

A segunda liberdade
Tem a ver com o estudo
Entender como ele é feito
E se eu quiser eu mudo
Para ver no que é que dá
Também posso melhorar
Podemos bolir em tudo!

A terceira liberdade
É a de distribuir
Para quem você quiser
Quem quiser adquirir
Multiplicar, quem diria?
Não é mais pirataria
Pelo menos não aqui

A última liberdade
É para a evolução
Pra melhorar o programa
Aumentando sua função
E a sua utilidade
E no fim, a novidade
Espalhar com satisfação

Todo software livre
Vem também com uma licença
Mas como há muito programa
Seguindo a mesma sentença
Licenças são reusadas
Facilitando a jornada
De quem lê cada licença

Também ele dá acesso
À forma como foi feito
O tal de código-fonte
Pra usarmos os direitos
Pode ser inspecionado,
Espalhado, melhorado,
Socialmente ele é perfeito!

Para um programa ser grátis
Há mil modos, mil efeitos
Pra facilitar o estudo
Separamos em conceito
Porém, veja se não pensa
Que usam a mesma licença
Eles não são desse jeito

Existem uns limitados
São sharewares e demos
Existem na versão paga
E essa outra que nós vemos
É a versão mutilada
Que eles deixam limitada
Pra que nós experimentemos

Há quem limite os recursos
Escondendo alguns botões
Outros limitam no tempo
Ou contam execuções
Pro usuário acostumar
E depois ter que comprar
Pra não ter limitações

Há os que são freewares
São gratuitos pra usar
Alguns pedem doação
Ou um convite pro bar
Talvez um cartão postal
Mas é sempre opcional
Só se o usuário gostar

É legal por ser de graça
Mas cabe a preocupação
E se não for mais assim
Em uma nova versão?
E acontecer de a gente
Se tornar bem dependente
Como fica a situação?

Outra coisa a estar atento
Em programas desse tipo
É sobre a situação
Em que isso é garantido
Ele é grátis para quem?
Nisso limitam também
Esse povo é bem sabido

Tem grátis que só permite
Que a gente use em casa
Grátis só para os States
Grátis, mas não para a NASA
Grátis só pra educação
Só pra uma instalação
Que se leia e que se faça

E o programa, sendo assim
Quem garante que ele não
Captura os seus dados
E manda pro Uzbequistão?
O programa é fechado
E a gente tá lascado
Se ele for um espião

Assim a gente percebe
Que nessa situação
Esse grátis é problema
Não é para tudo não
Você não pagou, tá massa
Mas mesmo sendo de graça
Ainda há limitação

Programas têm que ser livres
Você nota facilmente
Mas isso não quer diz
Dar o código somente
Há casos, na realidade.
Meia e falsa liberdade
É um problema recente…

O primeiro desses casos
Que eu irei relatar
É quando o programa é livre
Mas para modificar
Muita coisa necessita
Muita coisa que é restrita
Para poder compilar

De que adianta o direito
De mudar todo o programa
Se pra gerá-lo de novo
E dar vida às mudanças
Usa um compilador
Que o seu fornecedor
Tornou fechado, sem drama?

O programa será livre
Mas será bem limitada
Essa liberdade aqui
Não como ela é desejada
Pois você pode mudar
Mas pra mudança aplicar
Depende da presepada

Para evitar o problema
Meu caro programador
Escolha bem sabiamente
Dentre o que tem a dispor
As melhores ferramentas
Também livres, bem isentas
Que assim será melhor

Outro caso acontece
Lá nos Estados Unidos
Querem eles que aconteça
Em todo canto e sentido
A nova praga é somente
O uso da tal patente
Protegendo o algoritmo

O programa é escrito
É livre, pode olhar
Mas a tarefa que faz
Alguém em outro lugar
Teve a ideia primeiro
E foi correndo ligeiro
Para ela patentear

Assim o programa, livre
Tudo certo e ajustado
Precisa de uma licença
Para poder ser usado
Uma  licença diferente
Autorizando a patente
Vê que triste resultado!

A tal patente de software
Essa praga que se fez
Por enquanto aqui não vale
Mas pra esse mal não ter vez
Foi criada uma licença
Livre e livre da doença
É a GPLv3

Meu caro programador
Para evitar dependência
No seu programa, que é livre
Dessa armadilha tão tensa
O programa que criar
Quando você for lançar
Pode usar essa licença

Uma coisa que ela faz
Contra esse mal que foi dito
O direito da patente
Quando o software é cedido
Se o fornecedor tiver
Patente que se requer
Pode usar, está subentendido

Vejam como é complicado
Temos um nobre conceito
Que tanta gente defende
Pra nos garantir direitos
Mas também sempre vai ter
Um que queira distorcer
Só para tirar proveito

Caro amigo, pois prefira
Ser alguém com liberdade
Nunca foi questão de preço
Mas poder à Sociedade
Segurança e independência
Compartilhar a ciência
Pela solidariedade

Esteja atento toda hora
Pro que pode acontecer
Liberdade é valiosa
Cuidado pra não perder
Atenção a todo instante
Todo detalhe é importante
Ou pode se desfazer

Cuidado com as armadilhas
Que encontrar pelo caminho
Seja livre e se preocupe
Também com o seu vizinho
Valorize a Liberdade
Tenha solidariedade
Não se é livre sozinho

Autoria: Cárlisson Galdino

Retirado de: http://www.carlissongaldino.com.br/cordel/do-livre-e-do-grátis

Criador do movimento software livre manda carta aberta sobre reforma de direito autoral no Brasil para Dilma Rousseff

8 de dezembro de 2010

A intenção parece ser a melhor possível: tornar nosso regime de direito autoral mais útil e justo. Imbuído dela, Richard M. Stallman – criador do Projeto GNU, do movimento Software Livre, da Free Software Foundation e, principalmente, da licença GPL, a primeira licença copyleft – encaminhou à Presidenta Dilma Rousseff uma carta aberta com sugestões para a reforma da legislação de direito autoral, coordenada pelo Ministério da Cultura.

O texto, em inglês, foi traduzido para o português e divulgada para a imprensa por Alexandre Oliva, conselheiro da FSFLA (Fundação Software Livre América Latina).

Richard M. Stallman

Richard M. Stallman

 

A seguir, a íntegra da carta.

Cara presidenta eleita Rousseff e cidadãos do Brasil

No debate brasileiro sobre a lei de dirieito autoral, uma melhoria importantíssima foi sugerida: a liberdade de compartilhar obras publicadas em troca de uma taxa cobrada dos usuários de Internet ao longo do tempo. Reconhecer a utilidade à sociedade do compartilhamento de arquivos via Internet entre os cidadãos será um grande avanço, mas esse plano levanta uma segunda questão: como utilizar o valor arrecadado? Se usado adequadamente, ele oferece a chance de um segundo grande avanço, em apoio à arte.

As editoras costumam propor usar o dinheiro para “recompensar” os “titulares dos direitos” — duas más ideias juntas. “Titulares dos direitos” é uma forma disfarçada de direcionar o dinheiro principalmente às editoras em vez de aos artistas. Quanto a “recompensar”, esse conceito é inadequado, pois significa pagar a alguém para fazer um trabalho, ou compensar essa pessoa por tirar algo dela. Nenhuma dessas descrições se aplica à prática do compartilhamento de arquivos, já que os ouvintes e espectadores não contrataram as empresas nem os artistas para realizarem um trabalho, e compartilhar mais cópias não lhes tira nada. (Quando eles alegam ser prejudicados, é em comparação com seus sonhos.) Editoras utilizam o termo “recompensar” para pressionar outros a verem a questão da forma como elas a vêem.

Não há necessidade de “recompensar” ninguém pelo compartilhamento de arquivos entre os cidadãos, mas apoiar os artistas é útil para a arte e para a sociedade. Se o Brasil adotar um sistema de taxa de licença para o compartilhamento, ele deve projetar o sistema para distribuir o dinheiro de forma a apoiar os artistas com eficiência. Com este sistema em funcionamento, os artistas se beneficiarão quando as pessoas compartilharem suas obras e incentivarão o compartilhamento.

Qual a forma eficiente de apoiar a arte com esse dinheiro?

Primeiramente, se o objetivo é apoiar os artistas, não dê a verba às editoras. Apoiar as editoras praticamente não apóia os artistas. Por exemplo, as gravadoras pagam aos músicos uma pequena parte ou nada do dinheiro que elas recebem pela venda de álbuns: os contratos de gravação dos músicos são minuciosamente projetados para que os músicos não recebam “seu” quinhão das vendas de álbuns a menos que um álbum venda um tremendo número de cópias. Se a arrecadação pelo compartilhamento de arquivos for distribuída às gravadoras, ela não alcançará os músicos. Contratos com escritores não são tão ultrajantes assim, mas até mesmo os autores de “best-sellers” podem receber pouco. O que a sociedade precisa é apoiar melhor estes artistas e autores.

Proponho, portanto, distribuir as verbas somente para os participantes criativos e garantir, por lei, que as editoras sejam impedidas de cobrá-las de volta ou deduzi-las do que devem ao autor.

A taxa seria cobrada inicialmente pelo provedor de conexão à Internet (prestador do Serviço de Comunicação Multimídia). Como ela deve chegar ao artista? Ela pode passar pelas mãos de uma agência estatal; ela pode passar por uma entidade arrecadadora, contanto que as entidades arrecadadoras sejam reformadas para que qualquer grupo de artistas possa iniciar a sua.

Entretanto, os artistas não podem ser compelidos a trabalhar para as entidades arrecadadoras já existentes, pois estas podem ter regras anti-sociais. Por exemplo, as entidades arrecadadoras de alguns países europeus proíbem que seus membros publiquem qualquer coisa sob lcienças que permitam o compartilhamento (por exemplo, usando qualquer uma das licenças “Creative Commons”). Se a verba do Brasil para apoiar artistas incluir artistas estrangeiros, eles não devem ser compelidos a fazer parte dessas entidades arrecadadoras para receberem sua fatia das verbas brasileiras.

Qualquer que seja o trajeto seguido pelo dinheiro, nenhuma das instituições desse trajeto (provedor, agência estatal ou entidade arrecadadora) pode ter qualquer autoridade para alterar quais fatias serão destinadas a quais artistas. Isso deve ser claramente definido pelas regras do sistema.

Mas quais devem ser essas regras? Qual a melhor forma de dividir o dinheiro entre todos os participantes criativos?

O método mais óbvio é calcular a fatia de cada artista em proporção direta à popularidade de sua obra. A popularidade pode ser medida convidando 100 mil pessoas escolhidas aleatoriamente a fornecer as listas de obras que executaram. É isso que propostas de “recompensar os titulares dos direitos” geralmente fazem. Mas esse método de distribuição não é muito eficaz para promover a arte, pois uma grande fração das verbas iria para as superestrelas, que já são ricas ou ao menos confortáveis, deixando pouco dinheiro para apoiar os artistas que realmente precisam delas.

Eu proponho que, em vez disso, se pague a cada artista de acordo com a raiz cúbica de sua popularidade. Mais precisamente, o sistema poderia medir a popularidade de cada obra, dividi-la pelos artistas da obra para obter um valor para cada artista, depois calcular a raiz cúbica disso e determinar a fatia dos artistas em proporção a estas raízes cúbicas.

O efeito disto seria aumentar a fatia dos artistas moderadamente populares por meio da redução da fatia das superestrelas. Cada superestrela ainda receberia mais do que cada não superestrela, até várias vezes mais, mas não centenas ou milhares de vezes mais. Com essa alteração, uma dada soma total de dinheiro conseguirá apoiar adequadamente um maior número de artistas.

Promover a arte e a autoria apoiando artistas e autores é o objetivo correto de uma taxa de licença para o compartilhamento porque é o objetivo correto dos próprios direitos autorais.

Uma última questão é se o sistema deve apoiar autores e artistas estrangeiros. Seria natural que o Brasil exigisse reciprocidade de outros países como condição para lhes dar apoio a autores e artistas, mas penso que isto seria um erro estratégico. A melhor forma de convencer outros países a adotarem um plano como este não é pressioná-los por meio de seus artistas — eles não sentirão falta desses pagamentos porque não estão acostumados a recebê-los — mas educar seus artistas quanto aos méritos deste sistema. Incluí-los no sistema é a forma de educá-los.

Outra opção é incluir artistas e autores estrangeiros, mas reduzir o pagamento a 1/10 quando seus países não cooperarem reciprocamente. Imagine dizer a um autor: “Você recebeu R$ 50 da taxa brasileira de licença para o compartilhamento. Se seu país tivesse uma taxa semelhante e fizesse um acordo recíproco com o Brasil, você agora teria recebido R$ 500 do Brasil, somado à quantia de seu próprio país.”

Conheço um dos possíveis obstáculos à adoção deste sistema no Brasil: Tratados de Livre Exploração como aquele que estabeleceu a Organização Mundial do Comércio. Eles são projetados para fazer os governos agirem em benefício das empresas, não das pessoas; eles são os inimigos da democracia e do bem-estar da maioria das pessoas. (Agradecemos ao Lula por salvar a América do Sul da ALCA.) Alguns deles exigem “recompensa para os titulares dos direitos” como parte de sua política geral de favoritismo das empresas.

Felizmente, este obstáculo pode ser transposto. Se o Brasil se vir compelido a pagar pelo objetivo equivocado de “recompensar os titulares dos direitos”, ele ainda pode adotar o sistema apresentado acima. Aqui está como.

O primeiro passo rumo ao fim de um domínio injusto é negar sua legitimidade. Se o Brasil for compelido a “recompensar os titulares dos direitos autorais”, deve denunciar essa imposição como errada e ceder temporariamente a ela. A denúncia poderia ser colocada no preâmbulo da própria lei, da seguinte forma:

Considerando que o Brasil deseja incentivar a útil e prestativa prática de compartilhar, na Internet, obras publicadas;

Considerando que o Brasil é compelido pela Organização Mundial do Comércio a pagar aos titulares dos direitos o resgate dessa liberdade, mesmo que esse dinheiro vá apenas enriquecer as editoras em vez de apoiar artistas e autores;

Considerando que o Brasil deseja, além dessa exigência imposta, apoiar artistas e autores melhor do que o sistema atual de direitos autorais faz;

Em seguida, após estabelecer uma taxa para fins de “recompensa”, estabelecer uma segunda taxa adicional (igual ou maior em valor) para apoiar os autores e artistas. O plano desperdiçador e equivocado da “recompensa” não deve ser um substituto para o plano útil e eficaz. Então, implemente-se o plano útil e eficaz para apoiar os artistas diretamente, pois isso é bom para a sociedade, e implemente-se a “recompensa” exigida pela OMC, mas somente enquanto a OMC mantenha o poder de impô-la.

Isto iniciará a transição para um novo sistema de direitos autorais adequado à era da Internet.

Obrigado por considerar estas sugestões.

Richard M. Stallman

Retirado de “http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2010/12/08/de-stallman-para-dilma/

Escritório livre [parte 7]: Numeração de páginas no OpenOffice/BrOffice – como mostrar a numeração a partir de outra página que a primeira

1 de dezembro de 2010

Pessoal, demorei eternidades em postar algo novo devido a confecção do meu trabalho de conclusão de curso (TCC). Nessa sexta-feira (03/12) defendo meu TCC, e aí se a preguiça permitir … escrevo com mais frequencia.

Estou fazendo uma novo post da série “Escritório livre” pois após escrever todo meu TCC no OpenOffice/BrOffice (assim como meus colegas) vi que muitos tem problemas com a numeração de páginas no mesmo. A dúvida é:

Como se realiza a numeração de páginas no OpenOffice/BrOffice, começando a mostrar a referida numeração a partir de qualquer outra página que não seja a primeira? [pois ninguém quer colocar a numeração na capa né?]

Aqui vai a resposta:

Usar a extensão Pager para o BrOffice!

As extensões no BrOffice funcionam como as do Firefox, são desenvolvidas por terceiros e visam acrescentar alguma funcionalidade (nesse caso … faciltar a realização de algo que por outro meio é menos intuitivo).

1- Instalando a extensão Pager

Você deve baixar-la do site de extensões do OpenOffice:

http://extensions.services.openoffice.org/project/Pager .

Em seguida, abra o OpenOffice/BrOffice, clique no menu “Ferramentas” -> “Gerenciador de Extensão”.

Na janela do “Gerenciador de Extensão” estão suas extensões. Clique em “Adicionar” e aponte para o arquivo do Pager baixado e confirme. Pronto, instalado. Agora feche o OpenOffice/BrOffice e abra-o novamente.

Usando a extensão Pager

Para adicionar a numeração de páginas: Clique no menu “Inserir” e no novo item desse menu: “Números de páginas…” e seja feliz.

Exemplo 1

Vou dar um exemplo de como mostrar a numeração a partir da segunda página no canto direito superior:

Clique no menu “Inserir” -> “Números de páginas…”.

Marque a caixinha de “Cabeçalho” “Direita” em “Mostrar número de páginas” para mostrar no canto superior direito.

Marque a caixinha “Não mostrar número na primeira página”. Clique em “OK”

Pronto!

Exemplo 2

Vou dar um segundo e último exemplo de como mostrar a numeração somente a partir da quarta página no canto direito superior (só por desencargo de consciência):

Clique no menu “Inserir” -> “Números de páginas…”.

Marque a caixinha de “Cabeçalho” “Direita” em “Mostrar número de páginas” para mostrar no canto superior direito.

Exemplo 2, primeira parte

Exemplo 2, primeira parte

Clique em “More”, desmarque a opção “Number all pages”, clique em “Select” e escolha quais páginas não devem ser numeradas colocando-as em “Don’t number pages #”. No nosso caso, são as páginas 1-3 (que são todas as entre a página 1 e 3): 1-3.

Exemplo 2, segunda parte

Exemplo 2, segunda parte

Clique em “OK”.

Escritório livre [parte 6]: Times New Roman o escambau! Liberação!

11 de outubro de 2010

O último post da série sobre escritório livre é sobre as restrições de uma fonte proprietária muito usada (e absurdamente estabelecida como padrão pela ABNT em diversos situações), a Times New Roman, e como substituí-la. Ah! Isso também vale para suas irmãs Arial e Courier New.

Essas fontes Microsoft apesar de poderem ser baixadas e usadas gratuitamente não são livres, tem uma série de restrições que a impedem de ser modificada para ser usada em fontes futuras assim como proíbe que a fonte seja incluída em outro produto. Não entendo como podem escolher uma fonte com essas restrições como um padrão!

Um exemplo do resultado dessas restrições é que ela não pode ser distribuída conjuntamente com distribuições GNU/Linux, deve ser baixada posteriormente. Isso não é prático e impõe um grau de dificuldade a mais para os leigos.

[Assim, não é culpa do “linux” que quer deixar tudo complicado]

Dessa forma, para termos um escritório completamente livre, deveríamos ter fontes completamente livres e que essas fossem padrão internacional e também da ABNT.

E para nossa alegria a primeira parte do trabalho já foi feita quando o pessoal da RedHat licenciou uma família de fontes substitutas das fontes mais usadas no Windows/Microsoft Office de forma completamente livre. São as fontes livres Liberation (nome sugestivo!).

São três fontes livres e substituem as seguintes fontes não livres:

Liberation Sans que nos liberta de Arial

Liberation Mono que nos liberta de Courier New

Liberation Serif que nos liberta de Times New Roman

As fontes podem ser utilizadas livremente para a criação de outras e podem ser distribuídas sem restrições. E importante: são excelentes, com uma aparência muuuuiito similar aos seus similares não livres e possuem o mesmo tamanho (ou seja não vai mudar a aparência de seu texto nem o tamanho dele, apenas nos livrar de tecnologia não-livre). Você pode passar a usar as fontes Liberation no lugar daquelas famosas fontes proprietárias.

As fontes Liberation já vem instaladas no Ubuntu e em muitas distribuições GNU/Linux.

Elas podem ser baixadas de seu site (https://fedorahosted.org/liberation-fonts/) para serem instaladas no Windows ou outros sistemas.

27 anos: Feliz aniversário, GNU! Presente: Artigo e livro sobre Cultura Livre

28 de setembro de 2010

Pessoal, atrasado um dia! Dia 27 de setembro é aniversário do projeto GNU, o início da jornada pela liberdade como questão política no software e que mais tarde abalaria toda a questão da produção cultural como conhecemos.

“Há exatos 27 anos, em 27/9/1983, o jovem inventor do EMACS Richard Stallman anunciou ao mundo sua intenção de criar um ambicioso sistema operacional compatível com o Unix mas que o superaria (com protocolos mais avançados que o UUCP, suporte a nomes de arquivos longos, um sistema de arquivos mais sólido, e outras vantagens similares) por diversos critérios técnicos, e por um critério adicional: estaria livremente disponível a todos que o quisessem.”

Bolo com a cara do GNU

Bolo com a cara do GNU

(de: http://br-linux.org/2010/27-anos-feliz-aniversario-gnu/)

De presente, segue um texto muito bom e introdutório sobre software e cultura livre:

Software livre: La revolución constructiva“. O artigo é do livro livre “Argentina Copyleft: La crisis del modelo de derecho de autor y las prácticas para democratizar la cultura” (o livro é distribuído sob uma licença livre – clique no nome para baixar).

O artigo tem apenas 3 páginas , então deixemos a preguiça de lado.

Software Libre: la revolución constructiva