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Escritório livre [parte 2]: Enfim liberdade: OpenOffice (BrOffice) e odf.

30 de agosto de 2010

Eis que atualmente temos opções livres para escritório. A mais famosa e avançada é o OpenOffice (que no Brasil tem o nome de BrOffice porque o nome OpenOffice já estava registrado por outros).

OpenOffice.org

OpenOffice.org

O OpenOffice não tem nenhum dos graves problemas que a natureza proprietária do Office da Microsoft impõe: não trás dependência tecnológica, não impõe restrições; pode ser usado, modificado, adaptado livremente. E ainda por cima … é grátis. Ah! Claro … por ser livre ele pode ser portado para diferentes sistemas operacionais … e por isso podemos usar tanto no Windows, quanto no GNU/Linux e etc …
(E pensar que há professores da minha universidade que pedem que eu tenha algumas centenas de reais para comprar um Windows e o Office da Microsoft para entregar trabalhos! E ainda por cima não conhecem as características anti-sociais de restringir a produção e reprodução do conhecimento de soluções Microsoft … que vai contra o sentido de ser da universidade).
Com relação aos formatos Microsoft, como o .doc, apesar de todas as barreiras levantadas pela empresa do Windows … o OpenOffice consegue abrir muito bem esses arquivos, sendo muito raro problemas de formatação ou perca de dados.
Mas para realmente nos livrarmos das amarras da Microsoft … precisaríamos de um formato de documentos Office aberto! E ele existe! Se chama Open Document Format (ODF).
A extensão muda de acordo com o tipo de arquivo: para textos é o .odt (OpenDocument Text) – a alternativa ao .doc; para planilhas é o .ods (OpenDocument Spreadsheet) e para apresentações é o .odp (OpenDocument Presentation).
Esses formatos ao contrário do .doc (Word) e do .xls (Excel), tem uma tecnologia aberta, todos sabem como funciona, e o arquivo não é um formato binário obscuro podendo ser editado (com um pouco de trabalho) até num bloco de notas!
Assim, qualquer um que escreva um programa Office pode adicionar o suporte ao ODF com facilidade. Inclusive a Microsoft! E sabe o que é interessante? A Microsoft optou por boicotar o formato e não suportá-lo, tentando utilizar de seu monopólio para impor seus formatos fechados.
O melhor é que, para o pesadelo da Microsoft, tanto o OpenOffice cresceu como o ODF e hoje o ODF é um padrão internacional (ISO) adotado por vários governos … inclusive é o padrão adotado pela ABNT!
A Microsoft teve de correr atrás e para seus produtos Office velhos (Office 2007) ela oferece atualização para abrir ODF e o Office 2010 também suporta o formato.
Quando a Microsoft viu seu reino ameaçado pelos formatos livres (preferência de cada vez mais governos e empresas), também criou um formato que chama de livre, o Office Open XML (como o docx, etc … dos novos Microsoft Office). Entretanto, esse formato apesar de mais aberto que os antigos da empresa escondem várias armadilhas para manter a dependência tecnológica da Microsoft.
Nos próximos posts vamos dar dicas para melhorar a experiência de uso do OpenOffice.

Escritório livre [parte 1]: A maldição proprietária do Microsoft Office e seus .doc, etc ….

20 de agosto de 2010

Inicio hoje uma coletânea de posts sobre Office livre [um toda semana]. O objetivo é fazer o leitor entender um pouco a situação atual dos programas Office, conscientizá-lo sobre a importância de usar ferramentas de Office livres e dar dicas para melhorar sua experiência com elas.

O post de hoje é sobre a muito utilizada suíte de escritório Microsoft Office.

Microsoft Word

Microsoft Word

Bom, todos conhecem o Microsoft Office. O Office proprietário da Microsoft. Para alguns a questão do software proprietário pode ser resolvida com a cópia pirata pois essa supostamente elimina as barreiras ao acesso a tais programas e por isso os democratiza. Isso não é verdade, pois o usuário ainda permanece refém da produtora do software, dado que não pode modificar o programa e tem de aceitar tudo que ela impor goela abaixo (coisas como dependência tecnológica, restrições quanto à adaptações ao programa, …).
O Microsoft Office é um bom exemplo. A Microsoft usou e abusou de práticas monopolistas para tornar a todos refém de seus programas. Até a pouco tempo era quase impossível trocar documentos de Office com outras pessoas se você não tivesse o Microsoft Office. E se você quisesse usar um sistema operacional em que a Microsoft não disponibiliza seu Office (como o GNU/Linux) … estava ferrado.
Estávamos amarrados a uma dependência tecnológica brutal, restrições e proibições de adaptação do programa a diferentes realidades, impossibilidade de ter o programa funcionando em outros sistemas … tudo isso fora o preço …
E você pergunta cadê os Offices concorrentes?
Pois bem, o formato dos arquivos do Office da Microsoft (como o .doc) são propositalmente completamente fechados, ninguém sabe muito bem como funcionam [hoje existe um formato novo, Office Open XML, como o .docx, que é menos fechado mas é uma armadilha da Microsoft que situarei brevemente no próximo post]. O resultado é que graças a essa tática da Microsoft é muito difícil dar suporte a extensões Microsoft Office como .docs em outros programas. Quando o suporte existia … era precário, sendo comum que os documentos abrissem com a formatação de texto, por exemplo, com vários erros. As pessoas ao invés de colocar a culpa na Microsoft … amaldiçoavam os outros Offices por não abrirem formatos que a Microsoft propositalmente torna difíceis de serem suportados.
Mas o monopólio e controle da Microsoft sobre ferramentas Office, tão importantes na atualidade, estão sendo ameaçados por soluções livres. No próximo post veremos que ameaças são essas.

Acessando os dados do Windows no Ubuntu GNU/ Linux

16 de agosto de 2010

As partições (local onde ficam guardados os dados no disco rígido) dos Windows recentes são do tipo NTFS. O Ubuntu reconhece elas, mas para você acessar os dados nelas precisa habilitar-las através do menu “Locais” todas as vezes que inicia o sistema … isso pode ser muito chato. Ainda mais se alguns programas de música ou torrent iniciam automaticamente e acusam erro por não encontrar os arquivos nessas partições do Windows.
Abaixo segue dica para as partições NTFS serem montadas (iniciadas) automaticamente desde o início.
(O vídeo não foi feito por mim)

Instalando suporte a 7z no Ubuntu 10.04

13 de agosto de 2010

Pessoal, quando escrevi o post Não prenda seus arquivos num .RAR não expliquei como adicionar o suporte a 7z no Ubuntu porque não uso Ubuntu e pensava que o suporte já vinha instalado.

Segue explicação passo-a-passo:

1- Abra o gerenciador de pacotes Synaptic (é uma ferramenta para instalar software):

2- Agora você deve habilitar o repositório de “Programa de Código Aberto mantido pela Comunidade (universe)”. Assim você adiciona mais um local de onde o Ubuntu baixa e instala programas e aumenta a quantidade de programas instaláveis (incluindo o suporte a 7z).


3- Atualize o banco de dados sobre os software disponíveis (para baixar a lista do novo repositório de software habilitado).

4- Na caixa “Pesquisa rápida” digite p7zip (o software que permite trabalhar com o formato 7z), dê dois clicks no programa “p7zip-full” para marcá-lo para instalação e por fim pressione “Aplicar” para instalar.


5- Para compactar uma pasta ou arquivo em 7z:
– clique com o botão direito do mouse sobre ele, clique na opção “Comprimir”. depois é só selecionar a extensão 7z.

Exemplos de documentos norte-americanos da guerra no Afeganistão que vazaram.

5 de agosto de 2010

Pessoal, o Wikileaks tá fazendo uma revolução … as pessoas que tem contato com documentos confidenciais de governos podem publicar lá e dificilmente ser rastreadas.
Uma ferramenta incrível para forçar “transparência” quando a máquina pública nega informações para aqueles que deveriam ser sua prioridade: os cidadãos. E também pode denunciar atrocidades e massacres planejados pelo Estado, possibilitando que saiam do silêncio crimes de outra forma para sempre ocultos.
Foram publicados lá uns 90.000 documentos militares norte-americanos da guerra no Afeganistão.
Alguns professores de salários polpudos da academia podem agora fazer algo que preste e analisar como funciona a máquina de matar mais eficiente do mundo e também denunciar as atrocidades.
O site é muito fácil de pesquisar.
Aqui segue alguns relatórios de soldados que achei interessante:

Documento sobre o assassinato de 22 pessoas classificadas como inimigos, 1 civil (mãe) assassinada e 2 civis (filhos) feridos:
http://wardiary.wikileaks.org/afg/event/2009/12/AFG20091227n2465.html
Documento de um homem bomba que matou consigo 7 civis, 24 soldados afegãos pró eua e 4 soldados da força de ocupação.
http://wardiary.wikileaks.org/afg/event/2007/06/AFG20070617n810.html
Texto sobre a disponibilização desses documentos: http://www.resistir.info/afeganistao/guerra_desmascarada.html

Prisioneiro afegão capturado pelo U.S Army na província de Helmand.

Prisioneiro afegão capturado pelo U.S Army na província de Helmand.

Entenda a Estrutura de pastas do Linux

4 de agosto de 2010

Tradução livre do artigo “How-to: Directory Structure” da revista Full Circle – 1ª edição.

Um dos pontos iniciais de maior problema que novos usuários de Linux têm de superar é onde as coisas ficam. A estrutura de diretórios do Linux parece ímpar no começo, especialmente para usuários de Windows.

Aqui está uma lista resumida dos principais diretórios e para que servem.

/ : (barra inclinada para direita) Este é o diretório raiz. A nave-mãe. O principal e único diretório de topo para todo seu computador.Tudo, e eu digo TUDO MESMO começa aqui. Quando você digita ‘/home’ o que você está realmente dizendo é “comece em / e então vá para o diretório home”.

/root : Aqui é onde fica o usuário administrador. O usuário administrador é o deus do seu sistema. O “Root” pode fazer qualquer coisa, até mesmo incluir ou remover todo o seu sistema de arquivos. Então, seja cuidadoso usando o administrador (root).

/bin : Aqui é onde seus utilitários padrão de Linux (programas de leitura) ficam – coisas tais como “ls” e “vi” e “more”. Geralmente esse diretório está incluído em sua estrutura. O que isso significa é que se você digitar “ls”, ‘/bin’ é um dos lugares em que o seu shell (programa que conecta e interpreta comandos) vai procurar para ver se “ls” significa alguma coisa.

/etc : Aqui é onde os arquivos de configuração administrativa e de sistema ficam. Por exemplo, se você tem o samba instalado, e você quer mudar os arquivos de configuração do samba, você deve encontrá-los em ‘/etc/samba’.

/dev : Aqui é onde ficam os arquivos que controlam os periféricos. Comunicando com uma impressora? Seu computador está fazendo isto daqui. O mesmo vale para dispositivos de disco e usb e outras coisas do gênero.

/home : Aqui é onde seus dados são guardados. Arquivos de configuraçãos específicos de cada usuário, sua pasta de Área de trabalho (Desktop) (o que faz de sua área de trabalho o que ela realmente é), e qualquer dado sobre seu usuário. Cada usuário terá sua própria pasta ‘/home/usuário’, com exceção do usuário administrador (root).

/tmp : Esta é a pasta temporária. Pense nela como um diretório de rascunho para seu sistema Linux. Arquivos que não serão mais usados pelos programas uma vez que já foram usados uma ou duas vezes são colocados aqui. Muitos sistemas Linux são configurados para automaticamente limpar a pasta ‘/tmp’ em certos intervalos, então não coloque nada que você queira guardar aqui.

/usr : Aqui é onde você encontrará utilidades extras que não se encaixam em ‘/bin’ ou ‘/etc’. Coisas como jogos, utilidades de impressora, e outras mais. ‘/usr’ é dividida em seções como ‘/usr/bin’ para programas, ‘/usr/share’ para arquivos compartilhados como sons ou ícones, ‘/usr/lib’ para bibliotecas que não podem rodar diretamente mas são essenciais para rodar outros programas. Seu gerenciador de pacotes cuida das coisas em ‘/usr’ para você.

Há alguns outros diretórios que você poderá achar:

/opt : Aqui é onde coisas opcionais são colocadas. Experimentando a última versão beta do Firefox? Instale em ‘/opt’ onde você pode deletá-lo sem afetar outras configurações. Programas aqui usualmente ficam dentro de uma única pasta que contem todos os seus dados, bibliotecas, etc.

/usr/local : Aqui é onde a maioria dos softwares manualmente instalados (isto é, fora do seu gerenciador de pacotes) ficam. Tem a mesma estrutura que ‘/usr’. É uma boa idéia deixar ‘/usr’ para seu gerenciador de pacotes e colocar quaisquer scripts personalizados em ‘/usr/local’, já que nada importante normalmente fica em ‘/usr/local’.

/media : Algumas distribuições usam este diretório para montar coisas tais como discos usb, drives de cd ou dvd e outros sistemas de arquivos.

Agora você pode se considerar um pouco mais perto de um usuário Linux experiente. Esses diretórios, enquanto no começo possam parecer um pouco confusos, vão se tornar naturais para você após um pouco de uso.

Retirado do blog: http://freesamuelbh.blogspot.com/2007/06/estrutura-de-pastas-do-linux.html

Não prenda seus arquivos num .RAR

1 de agosto de 2010

Pessoal, o post dessa semana é sobre um formato de compressão de arquivos proprietário que é fácil de ser substituído e entretanto, por falta de conscientização, é muito difundido.
É o formato de compactação .RAR. Ele não é documentado, e exceto seus criadores, não se tem as especificações de como ele funciona. Assim, os únicos programas que abrem esse formato na versão 3.0 (a mais recente e a mais difundida) são programas autorizados pelo criador do formato e o seu próprio programa (como o Winrar). Todos esses programas ou são proprietários ou são software livres que incluíram um trecho de código não livre (e portanto, não são 100% livres, a menos que se retire esse esse pedaço). Ficamos reféns da “boa vontade” daqueles que conhecem suas especificações. Como evitar esse formato anti-social? (para mais informações do porque são anti-sociais essas tecnologia proprietários veja o vídeo Inproprietário)
Usando o formato 7z. Que é melhor que o .rar (compacta mais) mas é aberto, todos podem implementar e existem ótimas soluções em software livre para GNU/Linux e Windows. Para GNU/Linux … podes usar o descompactador que vem com sua distribuição (Obs: Para instalar o suporte a 7z no Ubuntu clique aqui). Para windows podes usar ótimos software livres como o PeaZip (que entretanto, não é 100%livre por conta do trecho de código usado para abrir .rar v.3.0),
Obs: Se você usa Ubuntu e conseque abrir arquivos .rar versão 3.0 é porque o Ubuntu facilita a instalação do código não-livre que abre o arquivo, caso utilize uma GNU/Linux 100 % livre como o Trisquel, verá a maldição que é esse formato.

Um arquivo preso num .rar

Um arquivo preso num .rar