Escritório livre [parte 2]: Enfim liberdade: OpenOffice (BrOffice) e odf.

Eis que atualmente temos opções livres para escritório. A mais famosa e avançada é o OpenOffice (que no Brasil tem o nome de BrOffice porque o nome OpenOffice já estava registrado por outros).

OpenOffice.org

OpenOffice.org

O OpenOffice não tem nenhum dos graves problemas que a natureza proprietária do Office da Microsoft impõe: não trás dependência tecnológica, não impõe restrições; pode ser usado, modificado, adaptado livremente. E ainda por cima … é grátis. Ah! Claro … por ser livre ele pode ser portado para diferentes sistemas operacionais … e por isso podemos usar tanto no Windows, quanto no GNU/Linux e etc …
(E pensar que há professores da minha universidade que pedem que eu tenha algumas centenas de reais para comprar um Windows e o Office da Microsoft para entregar trabalhos! E ainda por cima não conhecem as características anti-sociais de restringir a produção e reprodução do conhecimento de soluções Microsoft … que vai contra o sentido de ser da universidade).
Com relação aos formatos Microsoft, como o .doc, apesar de todas as barreiras levantadas pela empresa do Windows … o OpenOffice consegue abrir muito bem esses arquivos, sendo muito raro problemas de formatação ou perca de dados.
Mas para realmente nos livrarmos das amarras da Microsoft … precisaríamos de um formato de documentos Office aberto! E ele existe! Se chama Open Document Format (ODF).
A extensão muda de acordo com o tipo de arquivo: para textos é o .odt (OpenDocument Text) – a alternativa ao .doc; para planilhas é o .ods (OpenDocument Spreadsheet) e para apresentações é o .odp (OpenDocument Presentation).
Esses formatos ao contrário do .doc (Word) e do .xls (Excel), tem uma tecnologia aberta, todos sabem como funciona, e o arquivo não é um formato binário obscuro podendo ser editado (com um pouco de trabalho) até num bloco de notas!
Assim, qualquer um que escreva um programa Office pode adicionar o suporte ao ODF com facilidade. Inclusive a Microsoft! E sabe o que é interessante? A Microsoft optou por boicotar o formato e não suportá-lo, tentando utilizar de seu monopólio para impor seus formatos fechados.
O melhor é que, para o pesadelo da Microsoft, tanto o OpenOffice cresceu como o ODF e hoje o ODF é um padrão internacional (ISO) adotado por vários governos … inclusive é o padrão adotado pela ABNT!
A Microsoft teve de correr atrás e para seus produtos Office velhos (Office 2007) ela oferece atualização para abrir ODF e o Office 2010 também suporta o formato.
Quando a Microsoft viu seu reino ameaçado pelos formatos livres (preferência de cada vez mais governos e empresas), também criou um formato que chama de livre, o Office Open XML (como o docx, etc … dos novos Microsoft Office). Entretanto, esse formato apesar de mais aberto que os antigos da empresa escondem várias armadilhas para manter a dependência tecnológica da Microsoft.
Nos próximos posts vamos dar dicas para melhorar a experiência de uso do OpenOffice.

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Uma resposta to “Escritório livre [parte 2]: Enfim liberdade: OpenOffice (BrOffice) e odf.”

  1. Os números de 2010 « GNU/Linux e cultura livre Says:

    […] Escritório livre [parte 2]: Enfim liberdade: OpenOffice (BrOffice) e odf. agosto, 2010 5 […]

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